O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão do jornalista Luan Araújo, em regime aberto, devido ao não pagamento de uma indenização por difamação à ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão foi publicada no dia 1º de junho de 2026 e se baseia na condenação de Araújo, que foi considerado culpado por difamar Zambelli após um episódio de perseguição armada em outubro de 2022.
A condenação de Araújo se deu após ele publicar um texto crítico em que chamava Zambelli de integrante de uma “seita de doentes de extrema direita”. O valor da indenização, que inclui multas e custas processuais, soma pouco mais de R$ 2,2 mil, quantia que não foi quitada pelo jornalista.
“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade”, afirmou o magistrado em sua decisão.
Contexto do Caso
O conflito entre Zambelli e Araújo ganhou notoriedade após um incidente em que a ex-deputada sacou uma arma e perseguiu o jornalista pelas ruas de São Paulo, um episódio que foi amplamente divulgado e repercutiu em todo o país. O caso ocorreu dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Em agosto de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. A ex-parlamentar foi considerada culpada pelo uso da arma durante a perseguição ao jornalista.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e se refugiou na Itália, onde buscou evitar a prisão por uma pena anterior de 10 anos, relacionada a uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Brasil solicitou sua extradição, inicialmente aceita, mas posteriormente cassada pela Justiça italiana em maio deste ano.











