O Superior Tribunal Militar (STM) agendou para o dia 24 de junho o julgamento do recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O objetivo é afastar o ministro Joseli Parente Camelo do processo que analisa a possível perda de sua patente militar.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que o tenente-brigadeiro do ar não possui imparcialidade para julgar o caso. Isso se deve a declarações feitas por Camelo em 2023, nas quais ele prometeu punições a militares envolvidos em atos considerados golpistas.
Contexto do Julgamento
O pedido de afastamento de Camelo já foi negado pela presidenta do STM, Maria Elizabeth Guimarães, em março deste ano. Agora, a questão será debatida pelo plenário da Corte Militar, que terá a responsabilidade de decidir sobre a continuidade do ministro no caso.
Atualmente, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. O julgamento no STM avaliará se ele é indigno de manter sua patente militar, o que pode ter consequências significativas para sua carreira militar e política.
A perda de posto e patente está prevista na Constituição Federal. A norma determina que oficiais condenados a penas superiores a dois anos devem ser submetidos a julgamento para verificar sua dignidade para o oficialato.
Se Bolsonaro for considerado indigno, ele poderá perder não apenas o salário, mas também o status de oficial e o direito ao uso da farda. Além disso, a decisão implicaria na inelegibilidade por oito anos e na perda de condecorações e honrarias militares.
Esse julgamento é um marco importante na política brasileira, pois pode afetar não apenas a vida de Bolsonaro, mas também a percepção pública sobre a atuação das Forças Armadas e a justiça militar no país.











