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IA: Relatório da ONU alerta sobre impacto ambiental crescente
Imagem: Reprodução
Inteligência Artificial

IA: Relatório da ONU alerta sobre impacto ambiental crescente

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A inteligência artificial (IA) está se expandindo rapidamente, mas um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para o impacto ambiental crescente dessa tecnologia. A pesquisa indica que o consumo energético global da IA pode dobrar até 2030, representando cerca de 3% de toda a eletricidade produzida no planeta.

O estudo revela que a atividade relacionada à IA poderá gerar emissões de carbono comparáveis às do Reino Unido e demandar uma quantidade de água para resfriamento de sistemas superior ao volume anual de água potável consumido pela população mundial. Essa situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade da tecnologia.

O paradoxo de Jevons e suas implicações

O relatório se baseia no paradoxo de Jevons, que sugere que melhorias na eficiência não necessariamente reduzem o consumo total de um recurso. Quando uma tecnologia se torna mais eficiente e acessível, a tendência é que seu uso aumente, elevando a demanda geral.

Esse fenômeno foi observado no século XIX, quando melhorias na eficiência do carvão na Inglaterra resultaram em um aumento do consumo, em vez de uma redução. No contexto da IA, modelos mais eficientes podem impulsionar ainda mais sua adoção, gerando novas aplicações em diversos setores.

Diante desse cenário, a ONU propõe princípios para um desenvolvimento sustentável da IA, incluindo transparência, responsabilidade e uso sustentável dos recursos naturais. A necessidade de uma abordagem consciente se torna evidente, considerando que, em 2025, os data centers já consumiram uma quantidade de eletricidade equivalente à da Arábia Saudita.

Além do consumo de energia, a infraestrutura necessária para suportar a expansão da IA exigiria cerca de 9,3 trilhões de litros de água e uma área física quase dez vezes maior que a Cidade do México. Essa realidade destaca a urgência de repensar a forma como a tecnologia é desenvolvida e utilizada.

O relatório também aponta para a concentração da infraestrutura de IA, com 32 países hospedando sistemas de computação em nuvem dedicados. A maior parte dessa capacidade está concentrada nos Estados Unidos e na China, o que pode aprofundar a divisão digital global e os impactos ambientais associados à extração de minerais e ao descarte de resíduos eletrônicos.

Por fim, a ONU defende que a abordagem deve considerar toda a cadeia produtiva da IA, desde a extração de matérias-primas até a reciclagem dos equipamentos. Isso inclui a adoção de relatórios ambientais regulares e a incorporação de projeções de demanda nos planejamentos energéticos e climáticos dos governos.

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