A popularidade de medicamentos para emagrecimento, como Mounjaro, cresceu significativamente no Brasil, com um aumento de 78,3% nas vendas entre 2021 e 2025. Apesar desse crescimento, o uso indiscriminado dessas canetas emagrecedoras, especialmente entre adolescentes, levanta preocupações sobre a saúde e a segurança dos jovens.
De acordo com a nutricionista Juliana Andrade, é fundamental que o tratamento com esses medicamentos em jovens seja rigorosamente monitorado. “Embora possam ser eficazes, ainda faltam estudos que comprovem a segurança e os efeitos a longo prazo do uso em adolescentes”, alerta a especialista.
Riscos associados ao uso de Mounjaro
O uso de Mounjaro pode acarretar diversos problemas, como alterações hormonais, efeitos gastrointestinais e mudanças de humor. Além disso, o impacto no crescimento dos adolescentes deve ser cuidadosamente avaliado, visto que essa fase da vida é crucial para o desenvolvimento.
Juliana destaca que a perda de peso não deve depender apenas de medicamentos. “É essencial promover mudanças comportamentais, uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas”, enfatiza. O acompanhamento psicológico também é um pilar importante nesse processo.
As canetas emagrecedoras não são proibidas, mas seu uso deve ser feito com cautela e sempre sob orientação profissional. A decisão de iniciar um tratamento deve envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos, para garantir a segurança e a eficácia a longo prazo.
Por fim, é importante lembrar que hábitos saudáveis são fundamentais para o sucesso na perda de peso. A adoção de uma dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos são essenciais e devem ser priorizadas em qualquer estratégia de emagrecimento.











