O preço do feijão carioca recuou no Brasil, refletindo o avanço da colheita e a postura cautelosa dos compradores. Após uma valorização significativa em maio, o mercado agora enfrenta um cenário de ajuste, com a oferta aumentando e as negociações desacelerando em várias regiões produtoras.
De acordo com a análise da Safras & Mercado, a liquidez no setor permanece limitada. Indústrias e empacotadoras estão focadas na reposição imediata, evitando a formação de estoques em um ambiente onde a disponibilidade de produto é maior.
Colheita paranaense muda dinâmica do mercado
A nova safra do Paraná, um dos principais estados produtores de feijão, está impactando diretamente os preços. O aumento da oferta gerou uma maior concorrência entre as regiões, levando a uma percepção de que há mais produto disponível no curto prazo.
O analista Evandro Oliveira destaca que o mercado está em um processo de descoberta de preços, com compradores testando valores mais baixos. Essa postura cautelosa está pressionando as referências comerciais, o que diminui o poder de negociação dos vendedores.
Qualidade volta a ser fator decisivo na formação dos preços
Com a seletividade do mercado, a qualidade dos lotes de feijão tornou-se um fator crucial na formação dos preços. Feijões de padrão superior continuam a ser bem aceitos, enquanto aqueles com manchas ou grãos quebrados enfrentam dificuldades para serem comercializados.
Os preços do feijão carioca apresentaram recuo nas principais regiões produtoras. No interior de São Paulo, o feijão carioca extra está sendo negociado a cerca de R$ 450 por saca, enquanto no Noroeste de Minas Gerais, o preço gira em torno de R$ 440 por saca.
Além do feijão carioca, o mercado do feijão preto também está enfrentando uma redução no ritmo de negócios. Após um período de altas, os compradores estão mais defensivos, dificultando a sustentação de novos aumentos de preços.
As condições climáticas, especialmente as geadas no Paraná, continuam a ser um ponto de atenção para a cadeia produtiva. As lavouras afetadas estão em fases críticas do ciclo produtivo, o que pode resultar em perdas significativas. A confirmação de danos nas próximas avaliações será crucial para entender o impacto na produtividade e na qualidade da safra.











