A citricultura brasileira enfrenta um dos maiores desafios de sua história com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), que já causa perdas significativas na produção de laranja. A nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro aponta uma redução de 12,9% em relação à safra anterior, totalizando 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg.
O impacto do greening é alarmante, com a incidência média de plantas sintomáticas chegando a 47,6%. Especialistas afirmam que a combinação de adversidades climáticas e a pressão da doença têm intensificado os efeitos sobre a produção, comprometendo a qualidade e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.
Desafios e soluções no combate ao greening
Durante a Expocitros 2026, o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, destacou a necessidade de um manejo rigoroso e monitoramento constante para enfrentar a situação. O controle do greening ainda depende de estratégias de manejo integrado, que incluem a erradicação de plantas contaminadas e o controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria.
Além disso, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para auxiliar no combate à doença. O sistema Trecise, da Invaio Sciences, promete uma aplicação localizada de ingredientes ativos, reduzindo a quantidade de produtos utilizados e minimizando os impactos ambientais.
Os especialistas acreditam que a integração de diferentes ferramentas será fundamental para conter o avanço do greening. A combinação de controle químico e biológico, manejo do solo e adoção de novas tecnologias é vista como o caminho mais viável para garantir a sustentabilidade da produção de citros no Brasil.
Com a pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva. A inovação tecnológica e o manejo rigoroso se tornam essenciais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja, impactando diretamente a economia regional e a vida dos produtores rurais.











