As exportações de algodão do Brasil atingiram um marco histórico, superando 3 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Em maio, o país embarcou 291,2 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 449,6 milhões, o maior volume já registrado para o mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Embora tenha havido uma leve queda em relação a abril, quando os embarques somaram 370,4 mil toneladas, o desempenho de maio representa um crescimento significativo de 51,5% em volume e 45,3% em receita em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os números reforçam a posição do Brasil como um dos líderes globais no comércio de algodão.
Temporada histórica e crescimento contínuo
Com o resultado de maio, o total acumulado da temporada já alcançou 3,129 milhões de toneladas. Este desempenho é considerado um reflexo da competitividade e qualidade da fibra brasileira, que se destaca no mercado internacional, mesmo em um cenário de incertezas geopolíticas.
O algodão brasileiro representou 1,41% de todas as exportações do país em maio, ocupando a terceira posição entre os produtos agropecuários mais exportados. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, destacou que o Brasil tem se mostrado capaz de atender à demanda global de forma contínua.
Principais compradores e tendências de mercado
Bangladesh e Paquistão foram os principais destinos do algodão brasileiro em maio, respondendo juntos por cerca de 40% das exportações. A China, tradicionalmente um grande comprador, viu sua participação cair para 9,6%, enquanto a Índia também reduziu sua demanda devido ao fim da isenção tributária para importação.
As perspectivas para o setor permanecem otimistas, com a safra em expansão e a diversificação dos mercados compradores. O desempenho recorde nas exportações de algodão fortalece a posição do Brasil no cenário global, atendendo a mercados estratégicos na Ásia, Oriente Médio e Europa.











