O preço do boi gordo inicia a semana em um cenário de estabilidade nas principais regiões produtoras do Brasil. Após o feriado de Corpus Christi, a demanda moderada dos frigoríficos resultou em negociações limitadas, mantendo as cotações praticamente inalteradas em todas as categorias.
Em São Paulo, referência nacional para a pecuária de corte, o boi gordo é negociado a R$ 349,00 por arroba. A vaca gorda está cotada a R$ 320,00/@ e a novilha gorda a R$ 332,00/@. Para o mercado chinês, o “boi China” alcança R$ 355,00/@, evidenciando um ágio de R$ 6,00 sobre o boi comum.
Mercado físico encontra equilíbrio entre oferta e demanda
A semana começa com um equilíbrio entre a oferta de animais terminados e a necessidade de compra dos frigoríficos. O volume de negócios permanece limitado, reflexo do menor ritmo de comercialização após o feriado prolongado.
Apesar da estabilidade, não há pressão significativa de baixa, sustentada pela oferta controlada de bovinos prontos para abate e pela recuperação gradual do consumo de carne bovina no varejo. As principais praças pecuárias, como Mato Grosso e Goiás, também mostram estabilidade nas cotações.
No mercado atacadista, o pagamento de salários impulsionou o fluxo de compras, favorecendo a saída da carne bovina. A carcaça casada do boi capão se manteve em R$ 24,00/kg, enquanto a carcaça do boi inteiro registrou leve ajuste para R$ 23,00/kg.
Expectativas e desafios no mercado futuro
Na B3, os contratos futuros do boi gordo refletem um cenário otimista para os próximos meses. O contrato com vencimento em junho foi ajustado para R$ 352,75/@, acima da referência do mercado físico paulista, indicando uma expectativa de sustentação dos preços ao longo de 2026.
Os pecuaristas também estão atentos ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, com a China se destacando como principal destino. As discussões sobre rastreabilidade e sustentabilidade ganham relevância, especialmente com as novas regras europeias para importação de produtos agropecuários se aproximando.
O cenário atual sugere um mercado equilibrado, sem sinais imediatos de pressão baixista. A combinação de oferta controlada, melhora do consumo interno e exportações aquecidas deve favorecer a manutenção dos preços em níveis firmes nos próximos dias.











