A disputa pela presidência do Peru está em um momento crítico, com Roberto Sánchez Palomino liderando Keiko Fujimori por apenas 19,8 mil votos, conforme os dados divulgados nesta terça-feira (9). Com 95,9% das urnas apuradas, a margem entre os candidatos é estreita e o resultado final permanece incerto.
Atualmente, Sánchez detém 50,056% dos votos, enquanto Fujimori registra 49,944%. A diferença entre os dois candidatos diminuiu nas últimas horas, com um aumento significativo nos votos para a candidata de direita.
A virada de Sánchez ocorreu na tarde de segunda-feira (8), quando 93,9% das urnas já haviam sido contabilizadas. No início da apuração, com apenas 20% das urnas apuradas, Fujimori chegou a liderar com uma vantagem de 200 mil votos, devido à contagem inicial das urnas de Lima, a capital.
Processo de Apuração
O Jurado Nacional de Eleições (JNE) do Peru anunciou que os resultados definitivos só devem ser divulgados em “meados de julho”. Essa prorrogação se deve à implementação de um novo mecanismo de recontagem de votos para mesas que apresentaram inconsistências.
Até o momento, foram recebidas cerca de mil atas “em observação”, que necessitam de nova contagem com a presença de observadores de partidos. Das mais de 92,7 mil atas da eleição, aproximadamente 2,2 mil ainda estão pendentes de contabilização.
Entre essas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde Fujimori tem mostrado uma vantagem significativa. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior foram contabilizadas, com 65,4% dos votos a favor de Keiko e 34,5% para Sánchez.
Os candidatos disputam a presidência do Peru para o período de 2026 a 2031. O vencedor será o nono presidente do país em uma década marcada por crises políticas. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, já enfrentou derrotas em três eleições anteriores, enquanto Roberto Sánchez é um aliado do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso.











