A candidata Keiko Fujimori lidera com folga entre os peruanos que votam no Brasil no segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Com 68,3% dos votos apurados até o momento, ela se destaca em relação ao seu adversário, Roberto Sánchez, que contabiliza 31,7%. Este cenário reflete uma preferência significativa por Fujimori entre a comunidade peruana no país.
Até as 13h20 do dia 9 de junho, a contagem indicava 644 votos para Fujimori e 299 para Sánchez, com cerca de 23% das atas contabilizadas. Embora o resultado no Brasil seja favorável à filha do ex-ditador Alberto Fujimori, a situação no Peru é mais complexa.
Contexto da Eleição
No total, com 96% das atas apuradas no Peru, Sánchez lidera a disputa com uma margem estreita, obtendo 50,06% dos votos, enquanto Fujimori aparece com 49,4%. A diferença é de apenas 20 mil votos, o que torna a definição do vencedor incerta.
Considerando a votação fora do Peru, a vantagem de Fujimori se mantém, com 65,5% dos votos contra 34,5% de Sánchez, com 30,4% das atas estrangeiras contabilizadas. Nos Estados Unidos, a diferença é ainda mais acentuada, com 77,8% para Fujimori e 22,2% para seu oponente.
A campanha de Keiko Fujimori se baseia em apelos ao legado de seu pai, que é uma figura controversa na política peruana. Por outro lado, Roberto Sánchez, um congressista e ex-ministro, tenta se conectar com o passado camponês do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso após tentar dissolver o Congresso.
A votação do segundo turno, realizada no último domingo, 7 de junho, ocorreu sem incidentes, contrastando com o primeiro turno, que foi marcado por tumultos e desorganização. O pleito convocou cerca de 27 milhões de eleitores, refletindo a importância do momento político no Peru.











