Em abril de 2026, brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões em valores esquecidos em bancos, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (9). Desde o início do Sistema de Valores a Receber (SVR), já foram devolvidos R$ 15 bilhões a clientes bancários.
Até o final de abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque. Entretanto, o governo federal transferiu parte desses recursos para o programa Desenrola Brasil 2.0, com R$ 5,7 bilhões destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), que visa ajudar na renegociação de dívidas.
Os valores transferidos ao FGO podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público será publicado para regulamentar o processo de contestação e devolução dos recursos, permitindo que os cidadãos solicitem a devolução em um prazo de 30 dias após a publicação.
Como funciona o SVR
O Sistema de Valores a Receber permite que cidadãos consultem se possuem dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou instituições financeiras. Para isso, basta informar o CPF e a data de nascimento ou o CNPJ e a data de abertura da empresa.
Se houver valores a receber, é necessário acessar o sistema e verificar a origem e a instituição responsável pela devolução. Para isso, é preciso fazer login com uma conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, e passar por uma verificação em duas etapas.
Formas de resgate
Os cidadãos podem resgatar os valores de três maneiras: entrando em contato diretamente com a instituição, solicitando pelo SVR ou utilizando a função de solicitação automática de resgate. Esta última opção é exclusiva para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF.
Os valores esquecidos podem vir de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente e outros recursos disponíveis nas instituições financeiras. A maior parte dos beneficiários tem direito a pequenas quantias, com 64,57% recebendo até R$ 10.
Atenção a golpes
O Banco Central alerta para a possibilidade de golpes relacionados ao resgate de valores esquecidos. Os cidadãos devem ter cuidado com estelionatários que se oferecem para intermediar esses resgates, pois todos os serviços do SVR são gratuitos e o BC não entra em contato para tratar sobre valores a receber.
Os correntistas são orientados a não fornecer senhas e a não responder a solicitações suspeitas. A segurança e a proteção dos dados pessoais devem ser prioridades para evitar fraudes.











