Na busca pela carne mais rica em proteína, o peito de frango frequentemente se destaca. Contudo, as diferenças em relação à carne bovina, suína e aos peixes são menores do que muitos acreditam. Segundo Taynara Abreu, nutricionista do Hospital Mantevida, todas essas opções são fontes de proteína de alto valor biológico e podem ser incluídas em uma dieta equilibrada.
Qualidade nutricional das carnes
Embora o peito de frango apresente um dos maiores teores proteicos, a variação entre cortes magros de carne bovina, suína e peixes é relativamente pequena. Em média, 100 gramas dessas carnes oferecem entre 20 e 32 gramas de proteína, dependendo do corte e do método de preparo.
A escolha da carne deve levar em conta não apenas a quantidade de proteína, mas também outros nutrientes. Cada tipo de carne possui características nutricionais únicas que podem beneficiar a saúde de maneiras distintas.
A carne bovina, por exemplo, é rica em ferro heme, vitamina B12 e zinco. Já os peixes são uma excelente fonte de ômega-3, enquanto a carne suína fornece vitaminas do complexo B, como a tiamina. Os cortes magros de frango, por sua vez, costumam ter menor teor de gordura saturada.
É importante ressaltar que uma carne com mais proteína não é necessariamente mais saudável. Outros fatores, como o teor de gordura saturada e sódio, também devem ser considerados na avaliação da qualidade da dieta. A saúde é construída por um conjunto de escolhas alimentares e pela qualidade da dieta como um todo.
Além das carnes, existem outras fontes de proteína que podem ser incluídas na alimentação. Ovos, leite e derivados, feijões, lentilhas, grão-de-bico e soja são ótimas opções para garantir uma ingestão adequada de proteínas.
Por fim, as necessidades de proteína variam de pessoa para pessoa. Idade, peso, composição corporal, prática de atividade física e condições de saúde influenciam a quantidade ideal de consumo. Portanto, é fundamental adaptar a dieta às necessidades individuais para manter uma alimentação saudável e equilibrada.











