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Agroquímicos ilegais desafiam fiscalização nas fronteiras do Brasil
Imagem: Reprodução
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Agroquímicos ilegais desafiam fiscalização nas fronteiras do Brasil

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O combate ao mercado ilegal de defensivos agrícolas é um dos principais desafios enfrentados pela produção agropecuária no Brasil. Em 2025, foram incineradas 230 toneladas de agroquímicos ilegais, resultado de operações de fiscalização em diversas regiões do país, segundo dados da CropLife Brasil.

Essas ações visam retirar de circulação produtos sem registro, falsificados ou contrabandeados, que representam riscos à agricultura, ao meio ambiente e à saúde pública. A destruição desses insumos é parte de uma estratégia contínua para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor.

Destruição de defensivos ilegais e suas implicações

Nos últimos seis anos, aproximadamente 1,6 mil toneladas de defensivos agrícolas ilegais foram destruídas. Esse número é resultado de 49 ações de cooperação entre a CropLife Brasil e órgãos de fiscalização. Para se ter uma ideia, essa quantidade corresponde a mais de dois terços do volume de uma piscina olímpica.

Apesar do esforço, o total de produtos destruídos em 2025 foi 30% inferior ao de 2024, quando cerca de 330 toneladas foram descartadas. Essa redução acompanha a diminuição nas apreensões realizadas pelas autoridades, o que levanta preocupações sobre a eficácia das ações de combate ao mercado ilegal.

Regiões mais afetadas e riscos envolvidos

A região Sudeste do Brasil lidera as apreensões de defensivos agrícolas falsificados, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. Já o contrabando é mais prevalente nas regiões Sul e Centro-Oeste, especialmente nas áreas próximas às fronteiras com Argentina e Paraguai, onde a entrada irregular de produtos é mais comum.

Especialistas alertam que o uso de defensivos ilegais pode causar prejuízos significativos à produtividade das lavouras e aumentar os riscos de contaminação ambiental. Além disso, trabalhadores rurais podem ficar expostos a substâncias perigosas e desconhecidas, comprometendo sua saúde.

Estima-se que cerca de 25% do mercado brasileiro de defensivos agrícolas seja composto por produtos ilegais. Essa estatística evidencia a gravidade do problema e a necessidade de ações integradas entre órgãos de segurança, fiscalização e o setor produtivo para combater a comercialização irregular.

A destruição dos defensivos apreendidos segue rigorosos protocolos ambientais, garantindo a eliminação segura dos resíduos. O avanço do mercado ilegal nas regiões de fronteira continua a ser uma preocupação para o agronegócio brasileiro, afetando a competitividade e a segurança da produção agrícola nacional.

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