Os preços do milho estão em queda nos mercados internacionais e na B3, refletindo uma oferta robusta e boas condições climáticas nas principais regiões produtoras. A expectativa em torno do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também influencia essa tendência.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros apresentaram leves recuos, pressionados pelo bom desenvolvimento das lavouras nos EUA. Na B3, os contratos futuros encerraram o pregão anterior com forte baixa, impulsionados pela perspectiva de aumento da produção na América do Sul e pelo avanço da segunda safra brasileira.
Condições climáticas favorecem a safra nos EUA
As previsões climáticas indicam chuvas em áreas agrícolas do Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que favorece o potencial produtivo das lavouras. Dados do USDA mostram que 67% das áreas cultivadas com milho nos EUA estão em condições boas ou excelentes, com 86% da safra já emergida.
Esse cenário resultou em pequenas perdas nos contratos futuros, com o vencimento de julho sendo negociado próximo a US$ 4,17 por bushel. Apesar da pressão, a cobertura de posições vendidas por investidores ajudou a limitar as perdas em Chicago.
A demanda por etanol também é um fator a ser monitorado, com a produção estável e um leve aumento nas exportações. Analistas projetam que o USDA poderá ajustar para baixo a produção norte-americana de milho, mas ainda assim o volume deve ser elevado, mantendo a oferta confortável no mercado global.
B3 enfrenta forte queda com expectativa de safra maior
No Brasil, a expectativa de que o USDA amplie as projeções para as safras de milho do Brasil e da Argentina está pressionando os preços futuros na B3. O contrato de julho fechou a R$ 64,62 por saca, refletindo perdas tanto no dia quanto na semana.
O mercado físico nas principais regiões produtoras do país segue lento, com negociações pontuais e preços variando. No Rio Grande do Sul, as indicações estão entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, enquanto em Santa Catarina, a diferença entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores limita o fechamento de negócios.
A pressão sobre os preços deve continuar, uma vez que a oferta abundante e a postura cautelosa dos compradores são fatores que influenciam o mercado. Os próximos relatórios do USDA serão cruciais para redefinir as perspectivas de produção e demanda, impactando diretamente os preços nas próximas semanas.











