A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira, 11 de junho, já é marcada por polêmicas que vão além das quatro linhas. Com a abertura entre México e África do Sul no Estádio Azteca, o torneio se vê envolto em questões de imigração, segurança e tensões políticas, especialmente sob a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde o início da competição, relatos de deportações e vistos negados têm gerado preocupação entre as delegações. A FIFA, que tradicionalmente promove a Copa como um símbolo de união entre os povos, enfrenta críticas por não conseguir garantir a segurança e a inclusão de todos os torcedores, especialmente aqueles de países considerados de risco.
Impactos da política migratória dos EUA
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, por exemplo, teve sua entrada barrada nos Estados Unidos, mesmo com visto diplomático. Sua exclusão da competição levantou questões sobre a política de imigração do país, que se tornou mais rígida sob a liderança de Trump. A FIFA se viu em uma posição delicada, tentando distanciar-se da responsabilidade por essas decisões governamentais.
Além de Artan, outras delegações relataram procedimentos de segurança excessivos. A seleção do Uzbequistão, por exemplo, enfrentou longas revistas e inspeções rigorosas ao chegar ao país. Essas situações não apenas afetam os jogadores, mas também os torcedores que desejam acompanhar seus times, criando um clima de insegurança e descontentamento.
Conflitos internacionais e a presença do Irã
A situação do Irã é particularmente emblemática, pois o país participa do torneio enquanto enfrenta bombardeios dos EUA. A seleção iraniana teve que mudar sua base de preparação para o México, e muitos de seus torcedores enfrentaram dificuldades para obter vistos, o que contraria as promessas da FIFA de garantir acesso a todos os países participantes.
Esses desdobramentos refletem um cenário global tenso, onde a política internacional se entrelaça com o esporte. Para o Brasil, que também participa da Copa, a situação serve como um alerta sobre as complexidades que podem surgir em eventos esportivos de grande escala.
Protestos e críticas no México
Enquanto isso, o México também vive um clima de protestos sociais. Moradores e professores têm se manifestado contra os impactos das obras para o torneio, que, segundo eles, têm gerado prejuízos e mudanças urbanas indesejadas. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou preocupação com a situação, comparando-a a eventos de protesto que ocorreram no Brasil em 2013.
Com ingressos a preços exorbitantes, a Copa do Mundo de 2026 se torna um símbolo de elitização do futebol. A FIFA é acusada de transformar o evento em um produto inacessível para muitos torcedores, o que contrasta com a essência do esporte.
Assim, quando a bola rolar, a Copa do Mundo de 2026 já será lembrada não apenas pelos jogos, mas também pelas questões sociais, políticas e econômicas que a cercam, refletindo um momento complexo na história do futebol mundial.











