O mercado do açúcar enfrenta um cenário desafiador, com perdas significativas tanto no mercado internacional quanto no doméstico. Na última quarta-feira (10), as cotações do açúcar recuaram nas bolsas de Nova York e Londres, refletindo a ampla oferta global e o aumento da produção nos principais países exportadores.
A pressão vendedora continua a dominar o setor, impulsionada pelo bom desempenho das safras em regiões produtoras e pela expectativa de maior disponibilidade do produto no mercado mundial. Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade dos produtores e a dinâmica de preços para os consumidores.
Desempenho do açúcar bruto e branco
Na ICE Futures US, os contratos futuros do açúcar bruto atingiram os menores níveis das últimas semanas, com o contrato de julho de 2026 cotado a 13,92 centavos de dólar por libra-peso. Essa desvalorização é um reflexo da oferta crescente, que limita a recuperação dos preços internacionais.
Na Europa, o açúcar branco também seguiu a tendência de queda, com contratos em Londres registrando perdas significativas. O contrato de agosto de 2026 fechou a US$ 443,90 por tonelada, evidenciando a pressão contínua sobre os preços devido ao aumento da oferta.
Impacto no mercado brasileiro
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco apresentou queda, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 92,35. Essa retração de 0,59% reflete a postura cautelosa dos participantes do mercado e o aumento da oferta, que afeta diretamente a lucratividade dos produtores locais.
O mercado de etanol também não ficou imune a essa dinâmica, com o etanol hidratado sendo negociado a R$ 2.318,50 por metro cúbico, uma queda de 0,13%. A maior disponibilidade do combustível e a demanda moderada têm contribuído para essa retração nos preços.
Embora a desvalorização do real frente ao dólar favoreça as exportações do açúcar brasileiro, a pressão da oferta continua a dominar o mercado. A recuperação dos preços do petróleo pode ajudar a limitar perdas, mas os investidores permanecem atentos aos dados de produção e exportação que influenciarão os preços nas próximas semanas.











