A recuperação da produção brasileira de maçã na safra 2025/26 já reflete diretamente no comércio exterior. Após um ciclo anterior marcado por baixa produtividade, o setor registra um forte avanço nas exportações em 2026, impulsionado pelo aumento da produção e pela melhoria da qualidade das frutas colhidas.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que, entre janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou aproximadamente 38 mil toneladas de maçã, volume três vezes superior ao embarcado no mesmo período do ano passado. Em termos financeiros, as exportações movimentaram US$ 39,64 milhões, valor 222% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
Safra mais produtiva fortalece presença brasileira no mercado internacional
A forte recuperação das exportações ocorre após uma temporada 2024/25 marcada por dificuldades produtivas. Naquele ciclo, a menor produtividade reduziu a disponibilidade de frutas para exportação, contribuindo para o aumento do déficit da balança comercial do setor. Já na atual safra, as condições de produção favoreceram a retomada dos volumes colhidos, ampliando a oferta de maçãs destinadas tanto ao mercado interno quanto ao externo.
Além da maior disponibilidade, a qualidade superior das frutas tem sido um diferencial importante para ampliar a competitividade brasileira em mercados internacionais cada vez mais exigentes. Entre os principais destinos das maçãs brasileiras em 2026, destacam-se mercados estratégicos da Ásia e do Oriente Médio.
Índia lidera compras da maçã brasileira
A Índia aparece como principal compradora da fruta nacional, seguida por Arábia Saudita e Rússia. Juntos, esses três países responderam por cerca de 76% de todo o volume exportado pelo Brasil no período analisado. O desempenho reforça a crescente diversificação dos mercados consumidores e reduz a dependência de destinos tradicionais, ampliando as oportunidades para a fruticultura brasileira.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os estoques domésticos ainda permanecem em níveis confortáveis, garantindo disponibilidade de fruta para atender à demanda internacional nos próximos meses. Diante desse cenário, a expectativa é de continuidade do ritmo exportador ao longo do segundo semestre, favorecendo o equilíbrio do mercado interno.
Perspectivas para o setor de maçãs
Com produção recuperada, qualidade elevada e demanda consistente dos mercados internacionais, o segmento de maçãs vive um momento de retomada após os desafios enfrentados na temporada anterior. A manutenção das exportações em patamares elevados poderá fortalecer a rentabilidade dos produtores e consolidar novos mercados para os próximos anos.
Esse cenário não apenas beneficia os produtores, mas também contribui para uma melhora da balança comercial do setor ao final de 2026, reforçando a competitividade da fruticultura nacional no cenário global. A expectativa é que essa recuperação se traduza em um impacto positivo na economia regional, estimulando o desenvolvimento do agronegócio local.











