A ocupação de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil cresceu 53% nos últimos dez anos, superando o aumento da população idosa, que foi de 37% no mesmo período. Esse dado revela uma tendência crescente de inclusão desse grupo no mercado de trabalho, embora a maioria enfrente condições de informalidade.
Atualmente, cerca de 8,8 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estão empregados, um aumento significativo em relação aos 5,7 milhões de 2016. Essa mudança reflete uma maior participação dos idosos na força de trabalho, que agora representa 17% da população total.
Taxa de ocupação e informalidade
No final de 2025, 25% das pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas, um aumento em relação aos 22% registrados em 2016. No entanto, a informalidade é uma preocupação, com 53% dos trabalhadores dessa faixa etária atuando sem carteira assinada.
O estudo realizado pela empresa de pesquisa Nexus destaca que a informalidade entre os idosos é superior à média da população geral, que é de 38%. Isso indica uma precarização do trabalho, onde os direitos trabalhistas não são garantidos.
Fatores que influenciam a ocupação
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, sugere que a reforma da Previdência de 2019 pode ter contribuído para o aumento da participação dos idosos no mercado de trabalho. A nova legislação elevou a idade mínima para aposentadoria, forçando muitos a permanecerem ativos por mais tempo.
As novas regras exigem que mulheres se aposentem aos 62 anos e homens aos 65, além de um tempo mínimo de contribuição. Essa mudança pode ter levado muitos a buscar emprego para complementar a renda na aposentadoria.
Desafios e perspectivas
A pesquisa também aponta que a sustentabilidade econômica do país depende de políticas públicas que incentivem a formalização do trabalho e promovam a inclusão geracional. A necessidade de revisão das estruturas corporativas e benefícios para trabalhadores mais velhos é urgente.
Com a crescente participação dos idosos no mercado de trabalho, é fundamental que medidas sejam adotadas para garantir condições dignas e seguras de trabalho, evitando a precarização que afeta essa faixa etária. A formalização e a proteção dos direitos trabalhistas são essenciais para um futuro mais justo e sustentável para todos os trabalhadores.











