A cúpula do PT decidiu afastar a possibilidade de um palanque duplo para Lula em Pernambuco nas eleições deste ano. As lideranças do partido afirmam que o compromisso com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que disputará o governo estadual em outubro, permanece inabalável.
A discussão sobre um possível palanque duplo ganhou força recentemente após declarações do ministro Wellington Dias, que sugeriu uma possível aliança entre Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição. Essa declaração gerou desconforto entre os aliados do PSB e levou a uma mobilização para conter a insatisfação.
Desdobramentos e Reações
Após a fala de Dias, o ex-prefeito Campos entrou em contato com o presidente do PT, Edinho Silva, para expressar seu descontentamento. Nos bastidores, petistas ressaltam a importância do PSB como aliado estratégico e a necessidade de manter a aliança, especialmente após o apoio prévio de Lula ao projeto político de Campos.
Além disso, há expectativa pela divulgação de um vídeo conjunto entre Lula e Campos, que deve reforçar a parceria entre os partidos nas próximas semanas. Essa ação é vista como fundamental para consolidar a aliança e evitar fissuras na base de apoio.
Petistas também destacam que seria politicamente arriscado rever o acordo, especialmente após o PSB abrir espaço para a filiação de figuras proeminentes como a ex-ministra Simone Tebet (SP) e o senador Rodrigo Pacheco (MG). Essa movimentação é considerada estratégica para a formação da coalizão de Lula em 2026.
Embora haja um entendimento informal para não constranger apoiadores que possam optar por votar em Lyra, a orientação oficial do PT é seguir com Campos. A governadora, no entanto, enfrenta desconfiança de setores do PT em Pernambuco, que criticam sua falta de apoio explícito a Lula e consideram sua postura em relação à sucessão presidencial como ambígua.











