O Governo de Santa Catarina iniciou a distribuição de sementes de milho com um investimento de R$ 39,8 milhões, parte do Projeto Sementes de Milho 2026. Esta ação visa fortalecer a agricultura familiar e aumentar a produtividade rural, beneficiando diretamente mais de 43,5 mil famílias de agricultores em todo o estado.
O lançamento do projeto ocorreu no município de Palmitos, com a presença de autoridades da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). O investimento total do Programa Terra Boa, que inclui essa iniciativa, ultrapassa R$ 137 milhões, refletindo o compromisso do governo com o desenvolvimento do setor agropecuário.
Impacto na produtividade e na cadeia produtiva
Com a distribuição de 175 mil sacos de sementes de alta tecnologia, o projeto busca elevar a produtividade por hectare e fortalecer as cadeias produtivas de proteína animal, como carne e leite. A ação é crucial para reduzir o déficit de produção de milho em Santa Catarina e aumentar a competitividade do agronegócio local.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destacou que o programa não apenas melhora a segurança produtiva dos agricultores, mas também contribui para a sustentabilidade da produção agrícola no estado. O acesso a sementes de qualidade é fundamental para garantir a eficiência na produção rural.
Parcerias e execução do projeto
A execução do Projeto Sementes de Milho envolve uma colaboração entre a Sape, a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) e a Epagri. Os agricultores devem retirar autorização junto à Epagri para adquirir as sementes em cooperativas ou casas agropecuárias credenciadas.
Durante o evento de lançamento, foram assinados os Termos de Operacionalização 2026, marcando oficialmente o início das entregas. Essa articulação entre as entidades é essencial para garantir que os produtores tenham acesso às sementes e ao suporte técnico necessário.
Desafios e oportunidades no mercado de milho
Atualmente, Santa Catarina enfrenta um cenário desafiador no que diz respeito à produção de milho. Com uma produção de cerca de 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o estado ainda depende de importações para atender a uma demanda anual de 8,5 milhões de toneladas, principalmente devido à forte cadeia de proteína animal.
O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, ressaltou a importância de ampliar a produção estadual e buscar alternativas para reduzir o déficit estrutural do milho. Essa estratégia é vital para garantir a segurança da cadeia produtiva de carnes e leite, além de fortalecer a economia regional.











