O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, destacou a atuação de facções criminosas como uma das principais preocupações das autoridades para as eleições deste ano. Em entrevista ao EsferaCast, Gonet enfatizou a importância de garantir um processo eleitoral livre de interferências ilegais.
Gonet afirmou que é fundamental impedir que grupos criminosos influenciem a atuação de candidatos e eleitores. “Precisamos identificar onde ocorrem esses abusos e punir as ações que comprometem a integridade do processo eleitoral”, declarou. Ele ressaltou que a presença de facções que proíbem candidatos de fazer campanha em determinados territórios é inaceitável.
Proteção das Instituições Democráticas
O chefe do Ministério Público Federal reforçou que a proteção das instituições democráticas está diretamente ligada à realização de eleições sem interferências. “O Estado brasileiro não pode conviver com Estados paralelos, controlados por organizações criminosas”, afirmou Gonet.
Para o pleito deste ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral criou um grupo de trabalho específico para apoiar promotores e procuradores que lidam com questões relacionadas a facções criminosas. Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral já havia barrado registros de candidatos vinculados a grupos criminosos.
Além das preocupações com a criminalidade, Gonet também mencionou o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. Ele destacou que a análise de possíveis abusos será feita caso a caso, especialmente em situações que envolvam deep fake.
As regras da Justiça Eleitoral permitem o uso de IA, mas exigem que o material produzido informe claramente que foi gerado ou alterado por tecnologia. Além disso, há restrições quanto à circulação de conteúdos gerados por IA nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas seguintes à votação.
Recentemente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, anunciou a criação de uma comissão permanente para monitorar o uso da inteligência artificial nas eleições. O grupo terá como objetivo reforçar as ações de combate à desinformação e garantir a lisura do processo eleitoral.











