A Suprema Corte de Justiça da Colômbia decidiu, nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, suspender a proibição imposta a Abelardo de la Espriella, candidato presidencial de extrema-direita, quanto ao uso de símbolos nacionais em sua campanha. Essa decisão ocorre em um momento crítico, a poucos dias do segundo turno das eleições, marcado para 21 de junho.
O advogado de 47 anos é conhecido por utilizar em seus comícios a saudação militar e insígnias nacionais, além de exibir bandeiras da Colômbia e camisetas da seleção de futebol. A proibição havia sido determinada por um tribunal de Bogotá, que alegou que a campanha de De la Espriella fazia uso inadequado da bandeira e dos emblemas militares.
Contexto Eleitoral e Implicações
A decisão da Suprema Corte foi considerada urgente, permitindo que De la Espriella continue sua campanha sem restrições. O candidato já havia manifestado sua intenção de desobedecer à proibição, afirmando que as medidas judiciais buscavam limitar sua liberdade de expressão durante a campanha.
Essa situação levanta questões sobre a utilização de símbolos nacionais na política, um tema sensível em muitos países da América Latina, incluindo o Brasil. A esquerda colombiana critica De la Espriella, acusando-o de se apropriar de símbolos patrióticos, semelhante ao que ocorreu com o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.
A eleição na Colômbia é particularmente relevante, pois o país está em um período de transição política após a presidência de Gustavo Petro, o primeiro líder de esquerda na história do país. A violência e a insegurança são questões centrais na campanha, com De la Espriella prometendo uma abordagem rigorosa contra o crime.
Por outro lado, seu adversário, o senador Iván Cepeda, defende um governo com forte investimento social e a continuidade dos diálogos de paz com grupos armados. A polarização entre os candidatos reflete um cenário complexo, que pode influenciar não apenas a Colômbia, mas também as relações regionais na América Latina.











