Uma nova pesquisa do instituto AtlasIntel, em parceria com a revista Semana, revela que Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, lidera as intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 na Colômbia. Com 52,6% da preferência do eleitorado, ele se destaca em um cenário de crescente desaprovação ao governo de Gustavo Petro.
O levantamento mostra que Iván Cepeda, líder da esquerda, aparece com 44,8% das intenções de voto. A pesquisa também indica que os votos em branco somam 2,6%, refletindo uma diminuição no número de eleitores indecisos, que agora representam apenas 3,4% do total.
Desaprovação ao governo e impactos eleitorais
A desaprovação ao governo de Petro, que apoia Cepeda, atinge 55,2% da população colombiana. Este fator tem um impacto direto nas eleições, uma vez que a insatisfação com a gestão atual pode influenciar a escolha dos eleitores, especialmente em um contexto onde a confiança em líderes políticos é crucial.
Entre os eleitores, a rejeição a Cepeda é mais evidente entre as mulheres, com 57,6% afirmando não apoiar sua candidatura. Por outro lado, 65,1% dos jovens entre 18 e 24 anos rejeitam De la Espriella, o que demonstra uma polarização significativa entre os candidatos.
O cenário eleitoral é ainda mais complexo quando se considera a divisão de confiança em áreas críticas do governo. Enquanto De la Espriella é visto como o favorito em questões de ordem e infraestrutura, Cepeda se destaca em pautas sociais e de sustentabilidade, refletindo as preocupações de diferentes segmentos da população.
A pesquisa, realizada entre 5 e 10 de junho de 2026, contou com a participação de 3.681 entrevistados e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais. Com um nível de confiança de 95%, os resultados destacam a importância de acompanhar as mudanças nas intenções de voto à medida que as eleições se aproximam.
Para o Brasil, a situação política na Colômbia pode ter desdobramentos significativos, especialmente considerando a proximidade geográfica e as relações diplomáticas entre os dois países. A instabilidade política na Colômbia pode influenciar a economia e a segurança na região, afetando diretamente interesses brasileiros.











