A produção de café em Minas Gerais, especialmente em Baependi, cresceu 114% nos últimos três anos, impulsionada pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Esse aumento significativo na produtividade, que saltou de 15,08 para 32,29 sacas por hectare, supera a média nacional de 24,1 sacas por hectare, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O técnico de campo Luiz Felipe Kraus, responsável por 28 produtores na região, destaca que o sucesso é resultado da combinação de assistência técnica contínua e a adesão dos agricultores às práticas recomendadas. A confiança no trabalho realizado e a aplicação de novas tecnologias foram fundamentais para esse avanço.
Manejo técnico e modernização elevam eficiência das lavouras de café
As práticas que contribuíram para esse crescimento incluem adubação equilibrada, manejo adequado do solo e podas, além de análises frequentes de fertilidade. O programa também promove a troca de experiências entre os produtores e incentiva o associativismo, que ajuda a reduzir custos com insumos.
O presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, ressalta que esse crescimento na produção de café impactou positivamente municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, onde o interesse pela cafeicultura aumentou em mais de 500%. O terroir da Serra da Mantiqueira também favorece a produção de cafés especiais, com maior valor agregado.
A qualidade do café produzido também se destacou, com produtores como Michel Lopes Maciel conquistando prêmios em competições de qualidade. Sua produção, que começou com 1.500 pés, cresceu para 5 mil, resultando em 50 sacas e reconhecimento em eventos como o Concurso de Qualidade Minasul.
Sucessão familiar fortalece cafeicultura e garante continuidade no campo
Outro aspecto importante do programa é o fortalecimento da sucessão familiar nas propriedades rurais. Em Baependi, a nova geração já participa ativamente da cafeicultura, como é o caso de Simone Vieira, que assumiu a gestão da propriedade familiar e projeta uma safra ainda mais forte em 2026.
O caso de Baependi ilustra como a assistência técnica pode transformar a cafeicultura mineira, gerando ganhos em produtividade, qualidade e gestão. O modelo adotado pela ATeG representa um caminho promissor para a valorização do café brasileiro no mercado nacional e internacional.











