
Após dois meses, o instituto Datafolha voltou a divulgar uma pesquisa de intenção de votos para auferir o termômetro pré-eleitoral visando a disputa pelo Governo de Pernambuco. Mas pouca coisa mudou. O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), mantém a mesma vantagem de 12 pontos percentuais sobre a governadora Raquel Lyra (PSD), com queda de votos brancos e nulos. Campos ainda venceria a disputa no 1º turno caso a eleição ocorresse hoje, segundo a pesquisa. Num possível 2º turno, o pré-candidato do PSB venceria com 55,3% dos votos válidos, uma vantagem de 10,6 pontos.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos eleitores, João Campos (PSB) é o escolhido de 50% dos pernambucanos (uma variação positiva de 3 pontos). Ele é seguido por Raquel Lyra (PSD), com 38% (+3); Eduardo Moura (Novo), com 3% (-2); e Ivan Moraes Filho (Psol), com 2% (+1). Este cenário mantém a vantagem de 12 pontos de João sobre Raquel, já que em fevereiro eles possuíam 47% e 35%, respectivamente. Os votos brancos e nulos hoje seriam 6%, enquanto os indecisos são 1%. Há uma queda de 5 pontos percentuais no número de eleitores sem candidato – em fevereiro eles totalizavam 12%.
Os dados são próximos aos da pesquisa Real Time Big Data divulgada no último dia 8 de abril. Naquela, João Campos (PSB) aparece com 50%; seguido por Raquel Lyra (PSD), com 33%; Eduardo Moura (Novo), com 8%; e Ivan Moraes (Psol), com 2%. Brancos e nulos somavam 4% e indecisos 3%.
Ao serem desconsiderados os votos brancos, nulos e indecisos, temos o percentual de votos válidos: João Campos (PSB) alcança 53,8% (variou positivamente 0,4 pontos). Ele é seguido por Raquel Lyra (PSD), com 40,9% (+1,1); Eduardo Moura (Novo), com 3,2% (-2,5); e Ivan Moraes (Psol), com 2,1% (+1). A vantagem de Campos sobre sua principal adversária oscilou para baixo 0,7 pontos, saindo de 13,6 para 12,9 pontos, mas mantendo o pré-candidato do PSB com razoável vantagem para uma vitória no 1º turno.
O Datafolha também questionou os entrevistados sobre um possível 2º turno entre João Campos e Raquel Lyra. O pré-candidato do PSB tem 52% da preferência dos eleitores, contra 42% da governadora filiada ao PSD, uma vantagem de 10 pontos percentuais. No início de fevereiro essa vantagem era de 13 pontos, já que Campos possuía 53% contra 40% de Lyra. Considerando os votos válidos, a vantagem de Campos caiu de 14 pontos em fevereiro (57% x 43%) para os atuais 10,6 pontos (55,3% x 44,7%).
Quando os eleitores são questionados sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados, os adversários aparecem tecnicamente empatados, com leve vantagem para Lyra. O nome da governadora Raquel Lyra (PSD) é o escolhido por 28% (antes eram 24%), enquanto João Campos é o escolhido por 26% (antes eram 18%). Há ainda menções ao “atual governador” (3%), que poderia ser contabilizado para Raquel Lyra; o “filho de Eduardo Campos” (2%) e “Eduardo Campos” (1%), votos que provavelmente são direcionados a João Campos na pesquisa estimulada. Sem os nomes dos candidatos, 31% dizem que “não sabem” (em fevereiro eram 39%) e 8% afirmam que o voto será branco ou nulo (eram 11% há dois meses).
A lista dos nomes que o eleitor diz que “não votaria de jeito nenhum” é encabeçada pelo vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), com 39% de rejeição; empatado com Ivan Moraes (Psol), que tem os mesmos 39%. A governadora Raquel Lyra (PSD) é rejeitada por 29% e João Campos (PSB) é negado por 25%. Há ainda 3% que rejeitam todos, 2% que dizem não rejeitar nenhum dos nomes e 3% que não souberam responder.
A pesquisa Datafolha foi às ruas entre os dias 13 e 15 de abril, entrevistando 1.022 pessoas. O levantamento tem 95% de confiabilidade e uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa tem como registro PE-04713/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).