A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto nesta terça-feira (16). Além da pena, ele foi declarado inelegível por oito anos e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi unânime e cabe recurso.
Os ministros entenderam que Eduardo Bolsonaro articulou ações para coagir o processo judicial que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou provas que corroboraram essa acusação, incluindo a tentativa de influenciar o governo dos Estados Unidos.
Consequências da condenação
Com a condenação, Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos desde o ano passado, pode não cumprir a pena enquanto estiver fora do país. A notificação para cumprimento da pena é considerada difícil, dado seu status como aliado do ex-presidente Donald Trump.
As ações que levaram à condenação incluíram o chamado tarifaço, que buscava evitar a condenação de Jair Bolsonaro, além da revogação de vistos de ministros da Corte brasileira e sanções econômicas aplicadas pela Lei Magnitsky.
Defesa e argumentação
A defesa de Eduardo, realizada pela Defensoria Pública da União, argumentou que ele não teve influência nas decisões do governo norte-americano. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho afirmou que Eduardo apenas fez “interlocução política” e não exerceu poder de decisão.
Durante o julgamento, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, destacou que as ações de Eduardo Bolsonaro prejudicaram o Brasil, mas não impediram a condenação de seu pai, que recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão.
O julgamento contou com o apoio unânime dos quatro ministros presentes, que concordaram com a gravidade das ações do ex-deputado. A decisão marca um importante desdobramento na política brasileira e nas consequências legais para figuras públicas envolvidas em processos judiciais.











