O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta quarta-feira (17) novas regras para responsabilizar as big techs por conteúdos ilegais postados por usuários. A decisão estabelece que as plataformas poderão ser responsabilizadas civilmente por danos decorrentes de publicações ilícitas, ampliando a responsabilidade das empresas no Brasil.
A tese final do julgamento, que foi concluído na semana passada, determina que as plataformas devem agir de forma solidária em casos de crimes ou atos ilícitos. O texto esclarece que a responsabilidade se aplica quando as empresas não tomam medidas adequadas para remover conteúdos ilegais.
Novas obrigações para as plataformas
O STF fixou um prazo de 60 dias para que as big techs implementem as novas medidas de responsabilização. Entre as obrigações, as plataformas devem proibir o acesso a conteúdos que envolvam exploração sexual, violência física e comportamentos prejudiciais à saúde de crianças e adolescentes.
Além disso, as empresas são obrigadas a manter um representante legal no Brasil para receber intimações da Justiça. Essa mudança visa facilitar a comunicação entre as autoridades e as plataformas em casos de conteúdos ilegais.
A decisão do STF também encerra a discussão sobre a responsabilização das plataformas, não permitindo mais questionamentos sobre o tema. Em junho do ano passado, a Corte já havia declarado a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que limitava a responsabilidade das empresas.
Com a nova regra, as big techs terão que remover conteúdos ilegais, como atos antidemocráticos, terrorismo e pornografia infantil, após notificação extrajudicial. O descumprimento dessas obrigações resultará em responsabilização civil pelos danos causados a terceiros.
Essa mudança representa um avanço significativo na proteção dos direitos fundamentais e na promoção de um ambiente digital mais seguro no Brasil. As novas regras visam garantir que as plataformas desempenhem um papel ativo na prevenção de abusos e na proteção da sociedade.











