A balança comercial de lácteos do Paraná apresentou um desempenho curioso nos primeiros meses de 2026. O Estado exportou mais produtos lácteos do que importou em volume, mas o resultado financeiro do setor ainda é negativo, evidenciando a necessidade de ajustes na cadeia produtiva.
Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O relatório mostra que, entre janeiro e abril, o Paraná exportou cerca de 4,3 mil toneladas de produtos lácteos, um número semelhante ao do ano anterior.
Exportações e importações em números
Enquanto as exportações se mantiveram estáveis, as importações cresceram 9%, totalizando 3,1 mil toneladas no mesmo período. Esse aumento nas compras externas demonstra a competitividade do setor paranaense, que ainda assim enfrenta desafios financeiros.
O saldo positivo em volume não se traduziu em um resultado financeiro favorável. As importações somaram US$ 11,4 milhões, enquanto as exportações geraram apenas US$ 8,1 milhões, resultando em um déficit de aproximadamente US$ 3,3 milhões.
Composição da pauta comercial
A análise do Deral aponta que a composição dos produtos exportados e importados é a principal razão para o desequilíbrio financeiro. A manteiga, um dos principais itens exportados, possui um valor agregado inferior em comparação a queijos, que dominam as importações.
Essa diferença de valor por tonelada resulta em um gasto maior nas compras internacionais do que a receita obtida com as vendas externas. Portanto, mesmo com um volume exportado superior, o Paraná ainda enfrenta um desafio financeiro significativo.
Desafios e oportunidades para o setor
O cenário atual destaca a necessidade de aumentar a participação de produtos com maior valor agregado na pauta de exportação. A diversificação dos derivados lácteos pode melhorar o desempenho financeiro da balança comercial, beneficiando toda a cadeia produtiva.
Embora o Paraná mantenha uma presença significativa no comércio internacional de lácteos, é essencial transformar o superávit em volume em resultados financeiros positivos. Essa mudança pode fortalecer a competitividade da indústria láctea e garantir um futuro mais sustentável para o setor no Estado.











