Os preços do petróleo caíram mais de 1% nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, atingindo o nível mais baixo desde o início da guerra com o Irã. Essa queda é impulsionada por um acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã, que promete reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar as sanções contra Teerã, melhorando as perspectivas de oferta global.
Os futuros do petróleo Brent caíam cerca de US$ 1, ou 1,37%, para US$ 78,45 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuava 2%, para US$ 75,18 por barril.
O Brent atingiu o menor nível desde 2 de março, data que marcou o início das negociações após os ataques iniciais ao Irã, enquanto o WTI registrou seu menor nível desde 4 de março.
Impacto do Acordo Provisório
O recente memorando de entendimento entre os EUA e o Irã estabelece um período de negociação de 60 dias, durante o qual o Irã permitirá a passagem sem pedágio pelo Estreito de Ormuz. Este estreito é uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás, e o acordo prevê que o tráfego seja restaurado em sua capacidade total em até 30 dias.
Embora o acordo aborde questões imediatas, ele adia discussões mais complexas, como o programa nuclear do Irã. Além disso, exige que os EUA e seus parceiros desenvolvam um plano de US$ 300 bilhões para financiar a recuperação do país.
Analistas do setor preveem uma recuperação gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz. No entanto, alertam que os preços podem não cair drasticamente, uma vez que a demanda se recupera e os estoques são repostos.
O banco de investimentos Goldman Sachs projeta que as exportações do Golfo podem voltar aos níveis pré-guerra até o final de julho, com a produção de petróleo se recuperando até outubro.
Segundo a instituição, a normalização das exportações pode ser alcançada com um aumento de 13 milhões de barris por dia nos fluxos pelo Estreito de Ormuz, elevando os níveis atuais para cerca de 70% dos patamares anteriores ao conflito.











