A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se tornado um dos principais desafios para os produtores de mamão no Brasil. Essa praga afeta diretamente o desenvolvimento das plantas, resultando em perdas significativas na produtividade e na qualidade dos frutos, especialmente em climas quentes e secos.
Os danos causados pelo ácaro começam com manchas amareladas nas folhas, que evoluem para necrose e desfolha intensa. Isso não apenas reduz a quantidade de mamões produzidos, mas também compromete a padronização comercial, afetando o mercado.
Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor
De acordo com especialistas, o controle do ácaro-rajado requer um manejo integrado que inclui práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura. Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, destaca a importância de eliminar plantas daninhas, que podem servir como hospedeiras para a praga.
Além disso, o monitoramento constante das folhas é crucial. A recomendação é observar a face inferior das folhas, onde o ácaro se concentra inicialmente. A identificação precoce da infestação permite um controle mais eficaz.
A escolha de variedades mais tolerantes, como a cultivar Sabrosa, também é uma estratégia importante. Essa variedade apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, dificultando o ataque do ácaro-rajado, além de oferecer melhor qualidade de frutos.
O uso correto de defensivos e o equilíbrio nutricional são outros pontos essenciais no manejo. Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, enquanto o excesso de nitrogênio deve ser evitado, pois pode favorecer o desenvolvimento da praga.
Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção de um manejo integrado é fundamental para proteger a safra de mamão. Essa abordagem não só reduz perdas, mas também garante maior rentabilidade ao produtor, beneficiando toda a cadeia produtiva.











