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Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Atualização: El Niño promete inverno mais quente no Brasil
Imagem: Reprodução
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Atualização: El Niño promete inverno mais quente no Brasil

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O fenômeno El Niño promete trazer um inverno mais ameno para o Brasil, com temperaturas menos frias do que o habitual. A previsão é da consultoria meteorológica Nottus, que divulgou um estudo nesta quinta-feira (18), antecipando as condições climáticas para a nova estação que começa no próximo domingo (21).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial, com uma elevação de pelo menos 0,5°C acima da média. A Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa) confirmou recentemente o início desse fenômeno, que deve impactar o clima brasileiro nos próximos meses.

Chuva e seca

Segundo o estudo, a estação será marcada por um aumento das chuvas na Região Sul, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam a possibilidade de secas, com precipitações mais curtas e menos intensas. O meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, explica que, apesar de um início com temperaturas mais baixas, o El Niño deve impedir a ocorrência de frios extremos, especialmente a partir de agosto.

Com a combinação de períodos secos e ventos quentes, as temperaturas devem aumentar gradualmente, resultando em uma percepção de um inverno mais ameno. Nascimento ressalta que, embora o fenômeno não elimine o frio, os eventos de baixa temperatura serão mais breves.

Meses e regiões

O mês de julho deve apresentar chuvas acima da média nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com um aumento significativo nas precipitações no interior do Sul. Em agosto, as chuvas se concentrarão no extremo norte do país e na faixa leste do Nordeste, enquanto o interior de Minas Gerais e Goiás começará a experimentar o período seco típico do inverno.

Para setembro, a previsão é de chuvas intensas no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste deve enfrentar precipitações abaixo do esperado. Nascimento não prevê, por enquanto, a ocorrência de eventos extremos como os que devastaram o Rio Grande do Sul em anos anteriores.

Super El Niño

De acordo com a Noaa, há uma grande probabilidade de que o El Niño se intensifique entre setembro e fevereiro de 2027, podendo ser classificado como um “Super El Niño”, com temperaturas da água acima de 2,5°C. Em resposta a essa situação, o governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para gerenciar possíveis desastres.

Sistema elétrico

O fenômeno deve persistir até, pelo menos, o primeiro semestre de 2027, impactando o sistema elétrico brasileiro, que depende das chuvas para abastecer os reservatórios das hidrelétricas. Nascimento acredita que, em 2026, os efeitos do El Niño poderão ser benéficos, mas alerta para um cenário preocupante em 2027, com a possibilidade de um aumento no consumo energético devido a ondas de calor e chuvas insuficientes nas regiões Norte e Nordeste.

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