Uberlandia, MG Sex, 02 de outubro
20° Máx. 26° · Mín. 20° Garoa
Previsão para Uberlândia Hoje: garoa
Amanhã, 03/10 28° 20° 92% chuva
dom, 04/10 29° 20° 87% chuva
seg, 05/10 27° 20° 73% chuva
ter, 06/10 27° 20° 68% chuva
qua, 07/10 29° 19° 66% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
sex, 09/10 30° 22° 31% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Renegociação de dívidas rurais deve custar R$ 65 bilhões segundo FPA
Imagem: Reprodução
Agro

Renegociação de dívidas rurais deve custar R$ 65 bilhões segundo FPA

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

A renegociação de dívidas rurais, prevista no Projeto de Lei nº 5.122/2023, deve custar cerca de R$ 65 bilhões ao longo dos próximos 13 anos, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A entidade contesta as estimativas do Ministério da Fazenda, que apontam um impacto financeiro maior para o setor.

De acordo com a FPA, a projeção do governo superestima tanto o volume de dívidas elegíveis quanto o alcance do programa. Com base em cálculos próprios, a bancada ruralista acredita que o custo real pode ser de aproximadamente R$ 63,4 bilhões, podendo chegar a R$ 65 bilhões se houver maior participação de agricultores familiares.

Impacto no crédito rural e na economia

Atualmente, a carteira de crédito rural soma R$ 895,2 bilhões, com um total de R$ 1,2 trilhão se incluídas as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A FPA destaca que apenas R$ 256 bilhões desse total são considerados problemáticos, refletindo a inadimplência gerada por eventos climáticos e instabilidades geopolíticas nos últimos anos.

O acesso ao programa de renegociação não será automático. Para se enquadrar, o produtor deve comprovar perdas significativas em suas safras entre 2019 e 2025. Essa exigência visa garantir que os recursos sejam direcionados a quem realmente precisa, mas pode limitar a adesão ao programa.

Historicamente, programas de renegociação alcançam cerca de 40% do público potencial. Com isso, a FPA estima que o volume renegociado pode ficar em torno de R$ 100 bilhões, representando apenas 8,3% da carteira total de crédito agropecuário, bem abaixo dos 17% considerados pelo governo.

Desafios e perspectivas para o setor

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu o aumento da inadimplência no setor, que subiu de índices de 1% a 2% para 5% a 6%. Essa situação reflete as dificuldades enfrentadas pelos produtores e a necessidade urgente de soluções que garantam a sustentabilidade do agronegócio.

Além disso, a FPA argumenta que o projeto não gera impacto fiscal imediato, pois é autorizativo e depende da definição do governo sobre a liberação de recursos. Isso significa que não há obrigação de gastos imediatos, o que pode ajudar a manter o equilíbrio fiscal do país.

Com a aproximação do lançamento do Plano Safra 2026/2027, a FPA busca acelerar a votação do projeto na Câmara dos Deputados. A aprovação é vista como crucial para que produtores inadimplentes recuperem o acesso ao crédito rural, essencial para garantir a produção agropecuária e a estabilidade dos preços dos alimentos no mercado interno.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...