A recente revisão dos dados globais de oferta e demanda de algodão para a safra 2026/27 revela um cenário de estoques em queda e demanda aquecida, impactando diretamente o mercado internacional. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) destacou que essa situação ajudou a sustentar os preços da fibra na Bolsa de Nova York.
As exportações robustas do Brasil e dos Estados Unidos foram fundamentais para a redução dos estoques finais da safra 2025/26. Essa dinâmica resultou em estoques iniciais menores para a próxima safra, contribuindo para um balanço global mais restrito e, consequentemente, para a valorização do algodão.
Produção e consumo: um equilíbrio delicado
A produção mundial de algodão permanece estável, com uma estimativa de 25,27 milhões de toneladas, o que limita a recomposição dos estoques. A falta de crescimento na produção se torna um fator crítico, especialmente em um momento em que a demanda continua firme, principalmente nos países asiáticos.
O United States Department of Agriculture (USDA) revisou para cima suas projeções de consumo global, agora estimadas em 26,51 milhões de toneladas. Essa alta, embora modesta, reflete a expectativa de manutenção da demanda, especialmente na Índia, que prorrogou a suspensão de tarifas de importação para garantir o abastecimento da indústria têxtil local.
Com a combinação de consumo elevado e oferta limitada, os estoques finais projetados para a safra 2026/27 caíram para o menor nível desde 2018/19. Essa diminuição reforça um cenário de aperto estrutural no balanço global do algodão, o que pode impactar tanto produtores quanto consumidores.
O IMEA acredita que a continuidade do desequilíbrio entre a oferta restrita e a demanda firme deve manter o mercado internacional de algodão sustentado no curto prazo. Essa percepção de escassez relativa da fibra é um fator que continua a dar suporte às cotações na Bolsa de Nova York, especialmente com a demanda asiática em alta.











