Os preços do algodão no Brasil mantiveram-se estáveis, com leve recuo, refletindo a diminuição da demanda interna e a cautela dos compradores. De acordo com a Safras Consultoria, o mercado apresentou baixa liquidez, resultando em negociações pontuais e ritmo reduzido de aquisições.
Os compradores estão adotando uma estratégia de aquisição “da mão para boca”, comprando apenas o necessário para atender à demanda imediata. Por outro lado, os vendedores estão sendo mais defensivos, o que limita as transações no mercado interno.
Algodão mantém preços estáveis em São Paulo e Mato Grosso
Na praça de São Paulo, o algodão posto CIF foi cotado a R$ 4,14 por libra-peso na quinta-feira (18), mantendo-se praticamente inalterado em relação à semana anterior. Em Rondonópolis (MT), um dos principais centros de negociação, a pluma foi vendida a R$ 131,14 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,97 por libra-peso, apresentando uma leve queda de 0,22% em comparação com a semana anterior.
Esse cenário reforça a tendência de estabilidade com viés de baixa, influenciada pela menor intensidade das compras e pela postura cautelosa dos agentes do mercado. A situação atual pode impactar diretamente a rentabilidade dos produtores, que enfrentam um cenário desafiador.
Custos de produção e exportações em destaque
Os custos de produção do algodão em Mato Grosso apresentaram uma leve queda em maio, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O custo total foi estimado em R$ 18.881,00 por hectare, um pouco abaixo dos R$ 18.962,50 registrados em abril, mas ainda em patamares elevados, pressionando as margens dos produtores.
Por outro lado, as exportações brasileiras de algodão estão em alta. Em junho, o país embarcou 104,327 mil toneladas nos primeiros nove dias úteis, com uma média diária de 11,591 mil toneladas. Esse desempenho representa um crescimento de 74,6% no volume exportado em comparação ao mesmo período do ano passado, destacando a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Enquanto o mercado interno enfrenta desafios como baixa liquidez e preços pressionados, o cenário externo continua favorável, sustentando parte da demanda pela fibra brasileira. O equilíbrio entre custos elevados, consumo interno mais lento e um desempenho robusto nas exportações deve continuar a influenciar a formação de preços nas próximas semanas.











