O Brasil se destaca no cenário internacional com a exportação de 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho. Este volume reafirma o país como um dos principais fornecedores globais da commodity, apesar de uma leve redução em relação à semana anterior.
Os dados revelam que, embora o número de embarques tenha diminuído em comparação à semana anterior, o Brasil continua a manter um ritmo forte de exportações. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos lidera embarques
O Porto de Santos, em São Paulo, permanece como o principal hub exportador de açúcar do Brasil, com 1.325.530 toneladas programadas para embarque. Outros portos, como o de Paranaguá (PR) e Recife (PE), também contribuem, mas em volumes menores.
A predominância do açúcar VHP nas exportações é notável, com 1.461.304 toneladas desse tipo sendo enviadas ao exterior. Além disso, estão programados embarques de diferentes tipos de açúcar, como Crystal B150 e refinado A-45, totalizando uma diversidade que atende a diferentes demandas do mercado internacional.
Em junho, o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 574,98 milhões. A média diária de exportação foi de 178,137 mil toneladas, refletindo um desempenho consistente, mesmo com a queda na receita média diária em comparação ao ano anterior.
Embora o volume exportado tenha crescido 5,8% em relação a junho de 2025, a receita diária recuou 11,5%. Essa discrepância indica um cenário desafiador, onde os preços médios do açúcar no mercado externo caíram significativamente, impactando a rentabilidade dos produtores.
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 foi de US$ 358,6 por tonelada, uma queda de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa situação reflete um mercado internacional pressionado, mas ainda assim, o Brasil mantém um fluxo robusto de exportações, consolidando sua posição no comércio global de açúcar.
O desempenho do setor é crucial para a economia brasileira, especialmente para os produtores rurais que dependem das exportações. A competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional é um fator que pode influenciar diretamente a sustentabilidade e o crescimento do agronegócio no país.











