O cientista belga François Englert, renomado por suas contribuições à física de partículas e vencedor do Prêmio Nobel em 2013, faleceu aos 93 anos. A notícia foi divulgada nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, pela Universidade Livre de Bruxelas, onde Englert dedicou grande parte de sua carreira.
Englert é amplamente reconhecido por seu trabalho sobre o bóson de Higgs, uma partícula fundamental que confere massa a outras partículas, segundo o Modelo Padrão da física. Sua pesquisa, realizada em conjunto com Peter Higgs, falecido em 2024, estabeleceu as bases teóricas que culminaram na descoberta do bóson em 2012 no CERN, na Suíça.
Impacto na Física Moderna
O legado de Englert vai além de suas descobertas científicas. Ele é considerado uma figura central na física teórica contemporânea, e sua morte representa uma perda significativa para a comunidade científica global. A Universidade Livre de Bruxelas destacou que ele deixa um legado excepcional e uma marca indelével na história da instituição.
Nascido em 6 de novembro de 1932, em Etterbeek, perto de Bruxelas, Englert dedicou mais de setenta anos à pesquisa em física teórica. Após completar sua formação em engenharia civil, ele obteve doutorado e, posteriormente, se uniu ao professor Robert Brout, com quem desenvolveu o “mecanismo Brout-Englert-Higgs”.
Esse mecanismo é fundamental para a compreensão da estrutura da matéria e teve um impacto profundo no avanço da física moderna. A descoberta do bóson de Higgs não apenas confirmou teorias existentes, mas também abriu novas possibilidades de pesquisa em física de partículas.
Englert sempre enfatizou a importância da ciência para a sociedade. Em 2013, ao receber o Nobel, ele afirmou que seu trabalho visava buscar uma compreensão racional do mundo, destacando que “as ideias não racionais já causaram danos suficientes à Europa”.
Além de suas contribuições científicas, Englert teve uma vida marcada por desafios. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele e sua família viveram na clandestinidade devido à ocupação nazista na Bélgica. Em reconhecimento ao seu trabalho, o rei Albert II o condecorou com o título de barão em 2013.











