O Brasil abateu 10,29 milhões de bovinos no primeiro trimestre de 2026, marcando um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este volume representa o maior registrado para os três primeiros meses do ano na série histórica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento é um reflexo da recuperação do setor, que busca atender à demanda crescente por carne bovina no mercado interno e externo.
Embora o abate tenha crescido em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve uma queda de 6,9% em comparação com o quarto trimestre de 2025, um movimento sazonal esperado. Essa oscilação é comum no setor, que apresenta variações conforme as épocas do ano e as condições de mercado.
Participação de fêmeas no abate atinge quase 50%
Um dos dados mais relevantes do levantamento é a participação de fêmeas no total de bovinos abatidos, que alcançou 49,9%. Isso equivale a 5,14 milhões de fêmeas, um aumento de 4,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Essa tendência de maior abate de fêmeas, especialmente novilhas, pode impactar a dinâmica da produção de carne no Brasil, refletindo uma estratégia de manejo que prioriza a eficiência na produção.
O abate de novilhas, que são fêmeas com menos de dois anos, somou 1,69 milhão de cabeças, representando 32,9% do total de fêmeas abatidas. Essa mudança no perfil de abate pode indicar uma adaptação do setor às demandas do mercado, que busca carnes mais jovens e com melhor qualidade.
Por outro lado, o abate de machos também apresentou crescimento, totalizando 5,15 milhões de cabeças. A maior parte desse total foi composta por bois com dois anos ou mais, o que demonstra uma continuidade na produção de carne de qualidade para o mercado. O aumento de 1,9% no abate de machos adultos e de 6,4% no de novilhos reflete uma estratégia de produção que busca atender tanto o mercado interno quanto as exportações.
A Região Centro-Oeste do Brasil liderou os abates, com 36% do total nacional, destacando-se Mato Grosso como o estado com maior participação, com 17,5%. O crescimento no volume abatido foi impulsionado por avanços em 21 das 27 unidades da federação, o que mostra a força do agronegócio na região e sua importância para a economia nacional.
Esses dados são fundamentais para entender as tendências do mercado de carne bovina e suas implicações para os produtores rurais. A adaptação às demandas do mercado e as estratégias de manejo são essenciais para garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor, que continua a ser um dos pilares da economia brasileira.











