A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 22, solicitando a anulação da decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência. A medida foi realizada pela Polícia Federal no dia 18 de junho, durante a nona etapa da Operação Compliance Zero.
A investigação, sob a relatoria do ministro André Mendonça, foca em supostas relações ilícitas entre Wagner e os ex-executivos do Banco Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima. As acusações envolvem a aquisição de um apartamento em Salvador e repasses financeiros à BN Financeira, empresa ligada ao senador.
Suspeitas e Defesa
As suspeitas contra Jaques Wagner se concentram em três pontos principais. Além da compra do imóvel, a investigação analisa possíveis ações do senador no Senado que beneficiariam o Banco Master, como mudanças nas regras do crédito consignado e discussões sobre o Fundo Garantidor de Créditos.
O advogado de Wagner argumenta que a busca e apreensão é infundada, afirmando que o senador não atuou em favor de Vorcaro ou do Banco Master. A defesa destaca que a única emenda proposta por Wagner visava limitar juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses do banco.
Adicionalmente, a defesa ressalta que Wagner se opôs à “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que pretendia aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, favorecendo o banco em questão.
Por fim, o documento apresentado pela defesa afirma que os valores encontrados na residência do senador têm origem lícita. Parte deles corresponde a diárias pagas pelo Senado para missões no exterior, enquanto outra parte foi obtida por meio de operações financeiras regulares.











