A exposição imersiva “Echolalia“, da icônica artista Björk, está em cartaz na Galeria Nacional da Islândia, em Reykjavík. O evento, que faz parte do Reykjavík Arts Festival, apresenta uma experiência única que combina arte, som e moda, refletindo a essência inovadora da cantora e sua colaboração com o bordador e diretor criativo James Merry.
O termo “Echolalia” refere-se à repetição de sons e palavras, um conceito que Björk utiliza para expressar sua trajetória de cinco décadas de carreira. A artista sempre se destacou por suas parcerias, e nesta exposição, ela explora a conexão entre o passado e o futuro, trazendo à tona a importância do diálogo na criação artística.
Instalações que Falam ao Coração
A primeira sala da exposição apresenta uma obra inédita inspirada no próximo álbum de Björk, previsto para 2027. A peça “Nerve-Bloom“, desenvolvida em colaboração com a pintora Natalia Kleszczewska e a diretora de computação gráfica Natalie Liu, é uma amostra do que está por vir, criando uma expectativa entre os fãs.
As outras duas instalações, “Ancestress” e “Sorrowful Soil“, são homenagens à mãe de Björk, Hildur Rúna Hauksdóttir, e exploram temas de luto e memória. Essas obras, que antes existiam apenas em formato digital, agora ganham vida em uma escala teatral, transformando o espaço da galeria em um ritual emocionante.
Além disso, “Ancestress” apresenta uma procissão de músicos e dançarinos, enquanto “Sorrowful Soil” é um réquiem coral que envolve o público em uma experiência sonora profunda, utilizando trinta caixas de som para transmitir a riqueza das vozes do coro Hamrahlíð.
A quarta sala é dedicada a James Merry, com a exposição “Metamorphlings“, que reúne mais de 80 trabalhos do artista. Merry, que colabora com Björk desde os anos 2000, explora a máscara como um símbolo de transformação, refletindo a estética única que caracteriza a artista.
O evento culminará em uma festa especial no dia 12 de agosto, durante um eclipse solar, onde Björk se apresentará como DJ ao lado de Arca, Sideproject e Ronja. Essa celebração também marca os 40 anos da gravadora Smekkleysa, que Björk ajudou a fundar, reforçando sua influência na cena musical islandesa.











