A meliponicultura, que se refere à criação de abelhas sem ferrão, está em ascensão em São Paulo das Missões, no Rio Grande do Sul. Essa prática tem mobilizado a comunidade local em ações de educação ambiental, ressaltando a importância das abelhas para a polinização e a sustentabilidade da produção agropecuária.
Recentemente, encontros educativos reuniram estudantes e idosos, promovendo a troca de conhecimentos sobre as espécies nativas de abelhas e sua contribuição para o ecossistema e a agricultura. Essas atividades ocorreram em escolas e comunidades rurais, destacando a relevância da meliponicultura para as futuras gerações.
Abelhas sem ferrão: essenciais para a agricultura
Durante os encontros, o engenheiro agrônomo Joney Braun, da Emater/RS-Ascar, apresentou as principais espécies de abelhas sem ferrão da região e a importância desses polinizadores para a agrobiodiversidade. Ele enfatizou que as abelhas são fundamentais para a reprodução de diversas plantas, impactando diretamente a produtividade agrícola.
Uma novidade importante para os meliponicultores é a inclusão das abelhas sem ferrão na Declaração Anual de Rebanho, que deve ser registrada até 30 de junho. Essa medida, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), visa formalizar a atividade e garantir a preservação das espécies.
Diversidade de espécies no Rio Grande do Sul
O estado possui 24 espécies nativas de abelhas sem ferrão, como Jataí, Uruçu e Mandaçaia. Essas abelhas não apenas produzem mel de alto valor agregado, mas também desempenham um papel crucial na polinização de culturas agrícolas, contribuindo para a segurança alimentar e o equilíbrio ambiental.
As atividades em São Paulo das Missões fazem parte de um projeto ambiental que une gerações em defesa das abelhas. A parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs) visa conscientizar a população sobre a importância da polinização para a produção de alimentos e a preservação dos ecossistemas.
Essa iniciativa não apenas promove a conservação ambiental, mas também representa um investimento estratégico para a agricultura sustentável. A proteção das abelhas sem ferrão é essencial para fortalecer a biodiversidade e garantir um futuro mais sustentável para a produção rural e a qualidade de vida das próximas gerações.











