O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, uma nova política voltada para a população em situação de rua. A iniciativa visa ampliar o número de equipes e unidades móveis de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo um cuidado integral e acessível a essa população vulnerável.
Denominada Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua, a medida busca não apenas garantir o acesso à saúde, mas também combater a aporofobia, o racismo e a LGBTQIA+fobia nas unidades do SUS. O lançamento ocorreu na Casa de Oração do Povo da Rua, localizada na região da Luz, em São Paulo.
Ampliação do Atendimento
Com a nova política, o Brasil contará com 392 equipes dedicadas ao atendimento de pessoas em situação de rua, um aumento significativo em relação às 300 equipes existentes. O ministro destacou que, além das equipes, haverá um programa de formação e qualificação para os profissionais envolvidos.
Outra medida importante é o repasse de 400 Unidades Móveis de Rua (UMR) aos municípios e ao Distrito Federal. A expectativa é que até 2027 todas essas unidades estejam operacionais, com um investimento total de R$ 144 milhões.
Essas unidades móveis serão adaptadas para realizar uma variedade de serviços, incluindo exames ginecológicos, consultas e coleta de exames de sangue. O objetivo é levar atendimento de saúde diretamente às pessoas em situação de rua, onde quer que elas estejam.
O ministro também enfatizou que a nova política estabelece regras que garantem o acolhimento da população em situação de rua, independentemente da apresentação do cartão SUS. “Temos que garantir o atendimento a essa população”, afirmou Padilha.
Além disso, a política visa fortalecer estratégias de redução de danos e valorizar a participação das pessoas em situação de rua na formulação de políticas públicas. A mudança foi bem recebida por representantes da comunidade, que acreditam que a nova abordagem trará melhorias significativas no atendimento.











