O Brasil está avaliando as tarifas impostas pelos Estados Unidos, que foram consideradas politizadas em meio ao contexto eleitoral brasileiro. As negociações entre os dois países continuam, com o objetivo de encontrar um acordo comercial que evite a aplicação das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
O tarifaço, recomendado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), gerou reações do governo brasileiro. Em uma publicação recente, o Itamaraty afirmou que a medida representa uma tentativa de interferência externa na justiça do Brasil.
Negociações em andamento
O prazo para a definição sobre a aplicação das tarifas é 15 de julho. O governo brasileiro tem uma agenda de reuniões com representantes da Casa Branca e acredita que, apesar das dificuldades, um acordo é possível.
Entretanto, há uma percepção de que o governo Trump pode evitar um acordo que beneficie o Brasil, especialmente com as eleições presidenciais se aproximando. Essa situação transforma a negociação em um tema que vai além do comércio, inserindo-se na nova política de segurança nacional dos EUA.
A nova política, publicada em dezembro de 2025, destaca a intenção dos EUA de manter a proeminência na América Latina, afastando influências externas, como a da China. Essa estratégia é vista como uma forma de reafirmar a influência americana na região.
Recentemente, Donald Trump compartilhou um artigo que considera a eleição no Brasil um “grande teste” para os EUA na América Latina, sugerindo que a saída de Luiz Inácio Lula da Silva seria favorável aos interesses americanos.
A recomendação da USTR para taxar o Brasil se baseia em uma investigação que alega práticas comerciais desleais. O Brasil, por sua vez, contesta essas alegações, afirmando que são infundadas e refletem um protecionismo unilateral por parte dos EUA.











