O agronegócio brasileiro se mantém como um dos principais motores da economia em 2026, mesmo diante de uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) nas diversas regiões do país. O relatório Brasil – Cenário Regional, elaborado pela equipe de Macroeconomia do Santander, aponta que, apesar da redução no ritmo de crescimento, a produção agrícola continua em níveis historicamente altos, especialmente no Centro-Oeste e Norte.
Em 2025, a agropecuária teve um desempenho excepcional, impulsionado por uma safra recorde de grãos. No entanto, a expectativa para 2026 é de que a economia perca parte desse impulso devido à alta base de comparação. Mesmo assim, o agronegócio deve continuar a garantir crescimento econômico em regiões onde a produção de grãos é predominante.
Agronegócio e a cadeia produtiva
O setor agropecuário exerce uma influência significativa sobre toda a cadeia produtiva nacional, beneficiando indústrias, comércio e serviços. Mesmo com a desaceleração natural após dois anos de expansão, o agronegócio se mostra resiliente, sustentando a demanda interna e mitigando os efeitos de juros elevados.
No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se destacam pela alta produção de soja e milho. Goiás também apresenta crescimento consistente, impulsionado pelo agronegócio e pela expansão do varejo. Economistas do Santander afirmam que a desaceleração prevista não indica perda de competitividade, mas sim um ajuste esperado após safras recordes.
A região Norte é vista como a principal aposta para liderar o crescimento do PIB nos próximos anos. O avanço da fronteira agrícola e o fortalecimento do mercado de trabalho devem manter a região acima da média nacional. Estados como Pará e Amazonas apresentam perspectivas favoráveis, embora haja variações entre os setores em cada estado.
Enquanto isso, o Sudeste deve acompanhar o desempenho médio da economia brasileira, com Minas Gerais se destacando no agronegócio. O Sul, após uma forte recuperação, deve apresentar crescimento mais moderado, com a agropecuária ainda sendo um fator determinante, embora vulnerável a oscilações climáticas.
Por fim, o Nordeste continua sua trajetória de crescimento, impulsionado pela expansão da fronteira agrícola e pela resiliência do setor de serviços. O relatório também alerta para os riscos climáticos, como o fenômeno El Niño, que pode impactar as safras de 2027 e, consequentemente, a economia brasileira.











