A prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila foi prorrogada nesta terça-feira (5) pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel. A decisão do juiz Yaniv Ben-Haroush mantém o brasileiro detido até o próximo domingo, após sua captura durante uma missão humanitária em águas internacionais. O presidente Lula declarou que a manutenção da prisão é uma ação injustificável do governo israelense.
O caso ganhou notoriedade após a interceptação de Thiago no dia 30 de abril, enquanto ele estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que transportava alimentos e itens básicos para a população da Faixa de Gaza. A embarcação foi abordada por forças israelenses nas proximidades da ilha de Creta, resultando na detenção de Thiago e do palestino-espanhol Saif Abukeshek, enquanto outros membros da missão foram levados à Grécia.
Segundo a defesa, não há acusações formais contra Thiago. Os advogados, do centro jurídico Adalah, afirmam que a detenção se baseia em provas sigilosas, às quais não tiveram acesso. Eles argumentam que prestar ajuda humanitária não é crime e não está relacionado ao terrorismo. Durante a audiência, o Ministério Público israelense mencionou supostos crimes, mas não formalizou as acusações, o que a defesa considera irregular.
A prisão de Thiago gerou reações no Brasil, com a Frente Palestina São Paulo realizando mobilizações para pressionar o governo federal a agir pela libertação dos detidos. O grupo denunciou que Ávila e outros ativistas enfrentaram maus-tratos e ameaças durante a detenção. Uma das brasileiras levadas à Grécia, Mandi Coelho, relatou em carta que os ativistas foram privados de água, comida e medicamentos.
Lula criticou a detenção, afirmando que representa uma afronta ao direito internacional e exigiu a libertação imediata dos ativistas. O governo brasileiro está trabalhando em conjunto com a Espanha para garantir a segurança dos detidos, aumentando a pressão diplomática sobre Israel. A nova prorrogação da prisão de Thiago intensifica a atenção internacional sobre o caso e mantém o impasse jurídico e diplomático em destaque.











