A peça “Veneno”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, aborda o luto pela perda de um filho, um tema que ressoa profundamente na sociedade. O espetáculo, que ficará em exibição até o dia 6 de julho, traz à tona as complexidades emocionais que envolvem essa experiência dolorosa.
Na trama, um casal recebe a notícia de que o corpo de seu filho precisará ser removido do cemitério devido à contaminação do solo. Esse reencontro, após dez anos de separação, revela as feridas ainda abertas e as diferentes formas de lidar com a dor. O texto mescla momentos de comédia e tragédia, refletindo a dualidade da vida.
A profundidade da dramaturgia
Escrita pela renomada dramaturga holandesa Lot Vekemans, “Veneno” é uma obra que já foi montada em mais de 30 países. Alexandre Galindo, ator e diretor de produção, destaca a relevância do texto, que explora temas como a relação entre pais e filhos e a dinâmica de um casal em luto.
Galindo, que foi indicado ao Prêmio Shell por sua atuação, comenta sobre o desafio de interpretar uma obra tão intensa. Ele revela que o processo de ensaio exigiu um mergulho profundo nas emoções dos personagens, criando uma conexão autêntica com o público.
A repercussão da peça tem sido significativa. O ator observa que, em suas apresentações, as pessoas saem tocadas e emocionadas, evidenciando a capacidade da dramaturgia de provocar reflexões sobre a perda e o amor. Essa conexão emocional é um dos pontos altos do espetáculo.
Embora a peça esteja em cartaz no Rio de Janeiro, a sua temática é universal e pode ressoar com o público de Uberlândia e região. A discussão sobre luto e perda é uma realidade que muitos enfrentam, tornando “Veneno” uma experiência relevante e necessária.
Com ingressos a partir de R$ 15, “Veneno” oferece uma oportunidade acessível para refletir sobre questões profundas da vida. O espetáculo é uma chance de vivenciar a arte como um meio de lidar com as dores e alegrias da existência humana.











