A oferta de mandioca permanece abaixo do esperado nas principais regiões produtoras do Brasil, o que tem sustentado a alta dos preços no mercado. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a situação se mantém mesmo com a melhora das condições climáticas.
Os pesquisadores do Cepea destacam que muitos produtores estão priorizando o plantio, focando na separação de manivas e no preparo do solo para a nova safra. Essa estratégia tem levado a uma retração nas negociações, uma vez que a rentabilidade obtida com a venda das raízes de primeiro ciclo tem sido considerada baixa.
Impactos no mercado da mandioca
Essa redução na disponibilidade de mandioca para a indústria tem gerado uma valorização dos preços em diversas regiões. Com a demanda ainda ativa e a oferta limitada, o mercado tende a operar com preços firmes nas próximas semanas, o que exige atenção tanto dos produtores quanto das indústrias processadoras.
As perspectivas para o curto prazo indicam que a oferta de mandioca deve continuar restrita, especialmente nas regiões do Centro-Sul do país. Essa situação é resultado de três fatores principais: a diminuição da disponibilidade de raízes de segundo ciclo, o avanço das atividades de plantio e as condições climáticas que afetam a colheita.
Os produtores rurais precisam estar atentos a essa dinâmica de mercado, pois a continuidade da alta nos preços pode impactar suas decisões de plantio e comercialização. Para o consumidor, essa situação pode significar preços mais elevados nos produtos derivados da mandioca, como farinha e tapioca.
Em resumo, a combinação de uma oferta limitada e uma demanda ativa deve manter os preços da mandioca em patamares elevados, refletindo diretamente na economia regional e nas operações de toda a cadeia produtiva. O acompanhamento das condições de mercado será crucial para que produtores e indústrias possam se adaptar a esse cenário desafiador.











