A oferta restrita de café no mercado físico tem impulsionado a valorização dos contratos futuros, mantendo as cotações em alta no cenário internacional. Apesar da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto tem gerado um ambiente favorável para os preços.
Segundo análise da StoneX, o café arábica atingiu as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e a recompra de posições vendidas por fundos de investimento. O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, com uma valorização de 2,0% no período.
Impactos no mercado de café robusta
O café robusta também acompanhou a tendência de alta, impulsionado por preocupações com os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre a produção global e pela comercialização moderada no Brasil. O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, apresentando um avanço de 1,0% em relação à semana anterior.
Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação do robusta chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar desde o fim de março. Essa valorização é um indicativo da atenção do mercado às condições climáticas e à oferta disponível.
No cenário macroeconômico, as tensões entre Estados Unidos e Irã e a queda dos preços internacionais do petróleo influenciaram o sentimento dos mercados financeiros. No entanto, os fundamentos do mercado cafeeiro, como a evolução da colheita brasileira e a atuação dos fundos de investimento, continuam a ser os principais fatores que direcionam as cotações.
Com estoques ajustados e uma comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado permanece atento ao avanço da safra brasileira. Essa dinâmica deverá continuar a determinar o comportamento dos preços nas próximas semanas, impactando tanto os produtores quanto os consumidores.











