As exportações brasileiras de carne suína alcançaram um desempenho histórico no primeiro semestre de 2026, com um total de 794,2 mil toneladas embarcadas. Esse volume representa um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Em termos financeiros, as exportações geraram uma receita de US$ 1,859 bilhão, um crescimento de 7,9% em comparação aos US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre de 2025. Esses números reforçam as expectativas de que o Brasil poderá estabelecer um novo recorde anual na suinocultura.
Desempenho de Junho e Tendências Futuras
Embora o semestre tenha sido positivo, junho apresentou uma leve desaceleração nas exportações, com 132,4 mil toneladas enviadas, uma queda de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita também caiu, passando de US$ 341,7 milhões para US$ 312,8 milhões, uma redução de 8,4%.
Apesar desse ajuste, a ABPA acredita que a tendência de crescimento se mantém, impulsionada pela expansão das vendas externas e pela conquista de novos mercados. Essa diversificação é crucial para a sustentabilidade do setor, especialmente em tempos de incertezas econômicas globais.
Mercados e Destinos
As Filipinas continuam sendo o principal destino da carne suína brasileira, embora tenham diminuído o ritmo de importações. Outros mercados, como Japão e Argentina, mostraram crescimento nas compras, evidenciando a estratégia do setor de diversificar sua base de clientes e reduzir a dependência de poucos compradores.
No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina se destacou, respondendo por quase metade dos embarques nacionais. Enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram leve queda, estados como Minas Gerais e Mato Grosso registraram crescimento significativo nas exportações.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o desempenho do primeiro semestre reafirma a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. Com a expectativa de um novo recorde em 2026, o Brasil se consolida como um dos principais fornecedores globais dessa proteína, beneficiando tanto os produtores quanto a economia regional.











