A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, lançou sua campanha presidencial nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, mesmo após uma condenação por desvio de dinheiro. A decisão do tribunal não a impede de concorrer, o que marca mais um capítulo na trajetória política da dirigente.
Em um evento realizado na comuna de La Flèche, Le Pen foi recebida por apoiadores e jornalistas, onde minimizou as críticas relacionadas à sua candidatura. O Reagrupamento Nacional (RN), partido que lidera, considera esta eleição uma oportunidade crucial para alcançar o poder na França.
Desdobramentos Jurídicos e Políticos
Le Pen foi condenada em segunda instância pelo caso dos empregos fictícios no Parlamento Europeu, mas anunciou que recorrerá ao Tribunal de Cassação. Essa estratégia lhe permite evitar o uso de uma tornozeleira eletrônica durante a campanha, o que poderia impactar sua imagem e mobilização.
“O tribunal restabeleceu minha elegibilidade. Sou inocente e apresentei um recurso ao Tribunal de Cassação para provar minha inocência”, afirmou Le Pen. A líder enfatizou que está disposta a correr riscos para vencer, destacando sua determinação em seguir em frente.
Com 57 anos, Le Pen se prepara para disputar a presidência pela quarta vez. Sua postura firme e a confiança em suas propostas políticas são parte de sua estratégia para conquistar o Palácio do Eliseu, apesar das controvérsias que a cercam.
O evento de lançamento da campanha não foi isento de críticas. Le Pen enfrentou protestos de ativistas de esquerda que a acusavam de ser uma “condenada”, refletindo a polarização política que marca o cenário francês. Essa divisão pode influenciar o apoio popular e a mobilização de eleitores nas próximas eleições.
Jordan Bardella, seu parceiro de chapa e potencial candidato a primeiro-ministro, esteve presente no evento. Ele é visto como uma figura forte entre os eleitores de direita e, caso Le Pen vença, pode assumir um papel de destaque no governo, o que poderia impactar as relações internacionais da França.











