O aparecimento de folhas avermelhadas em lavouras de algodão, conhecido como “vermelhão”, tem gerado preocupação entre cotonicultores em diversas regiões do Brasil durante a safra 2025/26. Esse sintoma, que está associado à perda de vigor das plantas, pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra, especialmente em fases críticas do ciclo produtivo.
De acordo com especialistas, o vermelhão não é causado por uma única doença, mas sim por um conjunto de estresses fisiológicos que afetam o desenvolvimento do algodoeiro. Condições adversas, como estresse hídrico e desequilíbrio nutricional, são algumas das causas que podem levar ao surgimento desse problema nas lavouras.
Impacto varia conforme o estágio da lavoura
Os prejuízos causados pelo vermelhão estão diretamente relacionados ao estágio em que o problema se manifesta. Quando ocorre entre o crescimento vegetativo e o início da frutificação, o impacto é mais severo, pois a planta depende de folhas saudáveis para sustentar a formação de botões florais e maçãs.
Se o sintoma aparece próximo à colheita, o impacto produtivo é menor, mas pode afetar a uniformidade de maturação e a aplicação de desfolhantes. Assim, o manejo adequado e o diagnóstico precoce se tornam essenciais para minimizar os danos.
Um dos principais desafios enfrentados pelos produtores é o diagnóstico correto do vermelhão. Muitas vezes, o sintoma pode ser confundido com deficiências nutricionais ou processos naturais de maturação. Isso torna a identificação das causas mais complexa e exige uma análise detalhada das condições do solo e das raízes.
Além disso, o vermelhão pode estar associado a múltiplos fatores, como estresse hídrico, compactação do solo e ataque de nematoides. Essa combinação de causas reforça a necessidade de um diagnóstico abrangente para identificar corretamente o agente limitante da lavoura.
Manejo preventivo ganha importância no planejamento da safra
Com o avanço do ciclo do algodão, intervenções tardias têm baixa capacidade de reversão do problema. Por isso, estratégias preventivas são fundamentais no planejamento agrícola. Recomendações incluem o uso de plantas de cobertura, correção da acidez do solo e rotação de culturas.
Além das perdas em rendimento, o vermelhão também pode comprometer características importantes da fibra do algodão, como comprimento e resistência. Em um mercado global exigente, a manutenção da qualidade da fibra é estratégica para a competitividade do algodão brasileiro, tornando o controle do vermelhão uma questão crucial para o setor.











